Evento reuniu representantes do governo, cooperativas e entidades privadas
O Sebrae e o Banco Central lançaram, nesta quarta-feira (09), em Brasília, a Parceria Nacional para Inclusão Financeira. O evento contou com a presença do diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e da princesa Máxima Zorreguieta, dos Países Baixos, assessora especial para o desenvolvimento financeiro e inclusivo da Organização das Nações Unidas (ONU).
A parceria conta também com a participação dos ministérios das Comunicações, da Fazenda e da Justiça, além de entidades de crédito, como a Federação dos Bancos (Febraban) e a Organização das Cooperativas Brasilerias (OCB).
Na solenidade de abertura, Carlos Alberto dos Santos, que representou o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, destacou que a inclusão financeira é estratégica para o desenvolvimento do ambiente econômico no país. “O Brasil cresceu, melhorou a distribuição da renda e esse é o momento para deslanchar. Ainda são muitos os desafios, mas as oportunidades são maiores”, disse.
Entre os desafios apontados pelo diretor-técnico está a inclusão de 16 milhões de brasileiros que não têm conta bancária e não usam o sistema financeiro para o pagamento das contas. “Mas só isso não basta. Vamos trabalhar também na educação financeira. Educar os empreendedores sobre como usar as ferramentas disponíveis”, enfatizou.
Para o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, a inclusão financeira só é possível graças à estabilização da economia brasileira. Ele fez uma retrospectiva das ações adotadas pela instituição que facilitaram o acesso da população aos serviços bancários. Em 2002, segundo Tombini, 82% dos municípios brasileiros tinham pelo menos cinco pontos de atendimento bancário para cada 10 mil adultos. Hoje, esse percentual subiu para 94%.
Uma das medidas citadas pelo presidente do BC para garantir o acesso ao sistema financeiro nacional é a superação da barreira geográfica. “O Brasil tem dimensões continentais. É uma dificuldade. Mas, precisamos levar atendimento financeiro a todas as regiões. Essa é a nossa tarefa”, destacou. O uso do celular como meio pagamento, segundo ele, é uma alternativa para facilitar o acesso financeiro. A experiência já é usada com sucesso no Quênia, na África, e já está em teste no Brasil. “Isso vai favorecer muito a inclusão, porque temos 120 milhões de celulares no país”.
Agência Sebrae de Notícias




Prezados disendo a retores, gostaria de saber como ficara o interior, devido a maioria trabalha na economia informal e tem baixa educaçao, sendo a maioria excluidos do mundo do negocios.Abraço Mozart Justino vaz Presidente da fundaçao educacional profissionalizante e empresarial-fepesa.www.sabaratem.com.br\fepesa.
Mozart, primeiramente, obrigado pelo comentário.
Na verdade, essa não é uma iniciativa isolada. Há outras atividades voltadas à formalização de empreendedores e fortalecimento dos micro e pequenos negócios.